sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012



   Talvez o respirar fundo e seguir em frente realmente ainda adiante, pois são tantos os obstáculos que temos durante o caminho, e não podemos simplesmente fingir que eles não existem e trocar de caminho toda vez que tal objetivo não for alcançado com tanta facilidade. Posso perceber, são tantas coisas, tantas complicações, tantas lágrimas derramadas, que muitas vezes eu mesma pense em desistir, por pelo menos um segundo, eu sei que penso. Eu sei, há tantos acontecimentos que na perspectiva do momento serão impossíveis de serem superados, e talvez até seja, ou não, ainda penso que não, talvez seja só a questão de esperar o tempo, de deixar o tempo fazer seu trabalho, mas digo que dói, dói bastante ainda, muita coisa ainda fere, como se tal ferida não tivesse se cicatrizado em meu coração, e trazendo consigo lágrima, dor, e tais sentimentos parecidos. 
   Paro para refletir, e, por um instante lembro, que por mais que eu me sinta sozinha, mas eu não estou! E eu lembro mais uma vez que dificuldades todos tem, todos temos, uma hora ou outra. Mas nesta tal reflexão lembro, que uma pessoa só conhece a dor que estás sentindo, se alguma vez já tenha a sentindo, e ai, mais uma vez, as coisas se complicam, porque a compreensão é o que mais preciso em determinados momentos, e confesso, é o que menos tenho.
   Uma coisa eu sempre digo, pelo menos uma coisa eu espero, que toda dor, saudade, angustia e toda ferida passe, cicatrize, que saia, que vá para o mais longe possível, de preferencia o máximo possível, para que possa aprender com as mesmas, para que possa melhorar, que possa não cometer tais erros novamente. Perceba que só o ato de você parar, refletir, e respirar fundo, faz com que você se sinta um pouco, nem que seja só um pouquinho, melhor não é?!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


   Eu, uma xícara cappuccino quase ao fim, papeis espalhados pelo quarto, junto a eles lembranças incuráveis, exalando a tristeza da mudança, o odor da saudade. Músicas ecoam no ritmo de toda a minha angústia, no ritmo dos meus pensamentos, tornando-os ainda mais insuportáveis. Não queria ter que lembrar de certas coisas, mas são as cicatrizes, ou melhor alguns ferimentos que ainda não cicatrizaram em meu coração, que ainda doem, e as cicatrizem, elas ainda fazem com que eu me preocupe por tamanha profundidade.
   Paro no tempo; observo, não tenho muito a fazer além de apenas observar grandes mudanças ocorreram mesmo eu não querendo que acontecessem; mas não importa o que eu quero nesse jogo, é apenas a arte continuar sem se importar... Agora me pergunto, porque ainda tem que doer tanto? Não seria necessária dor tremenda. Encontro pequenos textos, que fazem com que lágrimas caiam sobre meu rosto, saudade, só isso, nada demais.
  Fecho meus olhos, tento não pensar muito, mas de algum modo, não é um dos meus melhores dias, não consigo sequer dormir, para pelo menos conseguir esquecer toda a dor, mas parece que nada adianta, as dores continuam constantes. Abro meus olhos, reencontro toda a cena novamente, e mais uma vez, sem querer, percebo uma lágrima cair, num choro calmo, mas doloroso, talvez uma tristeza inacabável, ou só mais um aperto no coração quem sabe?!
   Queria que fosse apenas mais uma questão de escolha, de querer ou não querer, mas infelizmente não é; não se pode escolher entre ter ou não saudade, ou entre estar ou não doendo. Deitada no mesmo colchão, olhando para o mesmo teto de sempre, com as mesmas músicas ecoando, trazendo saudade, angústia por perceber que nada voltará a ser como antes, que as coisas só continuaram mudando. Folhas continuam espalhadas pelo quarto, a mesma música ainda toca, e a saudade continua e continuará a me perturbar.