Paro no tempo; observo, não tenho muito a fazer além de apenas observar grandes mudanças ocorreram mesmo eu não querendo que acontecessem; mas não importa o que eu quero nesse jogo, é apenas a arte continuar sem se importar... Agora me pergunto, porque ainda tem que doer tanto? Não seria necessária dor tremenda. Encontro pequenos textos, que fazem com que lágrimas caiam sobre meu rosto, saudade, só isso, nada demais.
Fecho meus olhos, tento não pensar muito, mas de algum modo, não é um dos meus melhores dias, não consigo sequer dormir, para pelo menos conseguir esquecer toda a dor, mas parece que nada adianta, as dores continuam constantes. Abro meus olhos, reencontro toda a cena novamente, e mais uma vez, sem querer, percebo uma lágrima cair, num choro calmo, mas doloroso, talvez uma tristeza inacabável, ou só mais um aperto no coração quem sabe?!
Queria que fosse apenas mais uma questão de escolha, de querer ou não querer, mas infelizmente não é; não se pode escolher entre ter ou não saudade, ou entre estar ou não doendo. Deitada no mesmo colchão, olhando para o mesmo teto de sempre, com as mesmas músicas ecoando, trazendo saudade, angústia por perceber que nada voltará a ser como antes, que as coisas só continuaram mudando. Folhas continuam espalhadas pelo quarto, a mesma música ainda toca, e a saudade continua e continuará a me perturbar.

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